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Brasil responde por 2% das vítimas de ransomware no segundo trimestre de 2026

Relatório do segundo trimestre deste ano mostra recorde de 93 grupos ativos e 2.139 vítimas no mundo

Relatório da Check Point Research (CPR) apontou que o Brasil responde por 2% das vítimas de ransomware no segundo trimestre de 2026, modalidade de ataque que continua em níveis historicamente elevados, mas o modelo de atuação dos grupos criminosos está mudando. No segundo trimestre de 2026, a divisão de inteligência em ameaças da Check Point Software registrou 2.139 vítimas de ransomware globalmente, um crescimento de 33% em relação ao mesmo período de 2025. Ao mesmo tempo, o número de grupos ativos chegou a 93, contra 71 no ano anterior, o maior patamar já observado pela equipe da CPR.

Mais do que o aumento no número de vítimas, o levantamento aponta para uma transformação na economia do ransomware. Os grupos cibercriminosos estão reduzindo sua dependência da criptografia de arquivos e priorizando o roubo e a exfiltração de dados como mecanismo de extorsão. A taxa de pagamento de resgates caiu de 85% em 2019 para aproximadamente 23% atualmente, mas os pagamentos relacionados a ransomware ainda ultrapassaram US$ 820 milhões em 2025.

Segundo os pesquisadores da CPR, a expansão do uso de inteligência artificial (IA) também está reduzindo as barreiras técnicas para a criação de operações de ransomware. Evidências analisadas pela equipe mostram que criminosos já utilizam ferramentas de IA para acelerar o desenvolvimento de códigos e infraestrutura, embora não tenham sido observados ataques executados de forma autônoma pela IA.

A avaliação é de que, à medida que a IA acelera o desenvolvimento de software e a criação de exploits, é provável que mais grupos surjam, operem com maior velocidade e alcancem uma escala maior.

O Brasil respondeu por 2% das vítimas de ransomware identificadas pela equipe da CPR no segundo trimestre de 2026. Entre os grupos associados aos ataques registrados no país estão LockBit e The Gentlemen, que aparecem entre os principais atores observados pelos pesquisadores no cenário brasileiro, além de Krybit, Spacebears, APT73 e Coinbase Cartel.

A presença de diferentes grupos entre as vítimas brasileiras acompanha a fragmentação observada globalmente. Em vez de um cenário concentrado em poucas operações dominantes, o ransomware passou a envolver um número crescente de grupos, afiliados e fornecedores especializados, ampliando a capacidade de cibercriminosos com estruturas menores de realizar ataques em escala.

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