Brasil assume 1º lugar ranking global de adoção de criptomoedas 2026
O País se destacou em todas as métricas que o índice acompanha, ficando em segundo em fluxos transfronteiriços, terceiro em fluxos totais de serviços, terceiro em sua economia doméstica ponto a ponto e quarto em saldos on-chain.

O Brasil subiu quatro posições e assumiu o 1º lugar no mundo no ranking global de adoção de criptomoedas 2026, divulgado pela Chainalysis. Assim, está à frente de Estados Unidos, Nigéria e Japão. O País se destacou em todas as métricas que o índice acompanha, ficando em segundo em fluxos transfronteiriços, terceiro em fluxos totais de serviços, terceiro em sua economia doméstica ponto a ponto e quarto em saldos on-chain. O primeiro capítulo do estudo, dedicado à América Latina, mostra que o país também permanece, com ampla vantagem, como a maior economia cripto da região. A economia cripto da América Latina registrou US$ 593,8 bilhões em atividade e cresceu 9,8%.
O estudo analisa a atividade cripto nos 12 meses encerrados em 30 de junho de 2026. Nesse período, o Brasil registrou US$ 252,5 bilhões em atividade cripto, à frente da Argentina, com US$ 88,5 bilhões, e do México, com US$ 77,6 bilhões. Juntos, os cinco maiores mercados responderam por mais de 80% da economia cripto latino-americana.
De acordo com Chainalysis, o peso do Brasil na região também aumentou nos últimos anos. No período de 2022, o país respondia por 31,6% do valor cripto movimentado na América Latina; no período mais recente, essa participação chegou a 43,7%, ou seja, quase metade do total regional. E mais: a liderança se mantém mesmo após uma leve retração de 1,6% na economia cripto brasileira no período mais recente. Em uma perspectiva mais longa, porém, o mercado do país cresceu 179,4% entre os períodos reportados em 2024 e 2026.
No período, houve no fortalecimento das plataformas locais, com a participação das exchanges que operam no Brasil nos fluxos destinados a exchanges no País passando de 1,5% para 12,5%. O movimento contrasta com o restante da América Latina, onde plataformas domésticas perderam participação para concorrentes internacionais. O relatório aponta que essa mudança pode refletir uma combinação de maior clareza regulatória, investimentos e fortalecimento das ofertas locais.
Em fevereiro de 2026, o Banco Central do Brasil introduziu novas regras para prestadores de serviços de ativos virtuais, com exigências relacionadas a governança, gestão de riscos, segurança e compliance, além de requisitos mínimos de capital. As novas barreiras podem pressionar empresas menores e contribuir para uma maior consolidação do mercado.
A análise da Chainalysis é de que, “ao mesmo tempo, regras mais claras podem aumentar a confiança de bancos, empresas, fintechs e outras instituições financeiras para se relacionarem com o ecossistema cripto, ampliando potencialmente a demanda B2B e facilitando o desenvolvimento de produtos com ativos digitais dentro de negócios financeiros já estabelecidos”. O estudo descreve esse movimento como parte de um processo de “maturação institucional” do mercado brasileiro.
Para Thiago Sarandy, diretor-geral da Binance no Brasil, a liderança do Brasil como principal país do mundo em adoção de criptomoedas pela população é um marco que mostra a dimensão e a maturidade alcançada pelo mercado brasileiro. “O País aparece entre os quatro primeiros mercados globais em todas as dimensões analisadas pelo estudo, o que indica que essa liderança não está concentrada em um único tipo de atividade, mas reflete uma adoção ampla e diversificada dos ativos virtuais. Esse resultado corrobora nossa visão de que o Brasil é um mercado estratégico para a Binance e seguirá no centro da nossa atuação”, afirmou Sarandy, em nota à imprensa.
Sarandy analisou que o desempenho do Brasil vem acompanhado por uma diversificação dos casos de uso, que incluem investimentos, acesso a ativos denominados em dólar, pagamentos e outras usabilidades. “Ao mesmo tempo, a consolidação de um arcabouço regulatório abrangente pode contribuir para dar maior previsibilidade ao desenvolvimento desse mercado e ser fundamental para manter o País na liderança do ranking, caso seja construído em conjunto com o mercado e promovendo a inovação pelo setor”, explicou.


