Há cerca de oito anos na Abranet, Jesaias Arruda, atual vice-presidente da associação, ingressou na entidade após um convite de diretores e atraído pelo propósito de colaborar com o ecossistema da internet, área que ele acredita ser fundamental para a inclusão social e digital, educação e acesso à saúde.
“Eu sou da região Norte. Quando a gente fala de conectividade na região Norte, é uma conversa totalmente diferente da conectividade no restante do País, essa distância tem diminuído. Eu entendi que a Abranet seria a porta de entrada não só para que eu pudesse propagar isso, mas para que eu pudesse também entregar a minha parcela de contribuição”, destacou em entrevista com Eduardo Parajo, que presidiu a Abranet em algumas ocasiões, na série que comemora os 30 anos da entidade.
Arruda relatou as dificuldades de logísticas do Norte, da passagem de cabos de fibra ótica pelos rios à necessidade de improvisos (como o uso de redes de pesca para manter cabos no fundo do leito do rio) e às instalações em florestas. O setor de provedores na região é descrito como “aventureiro” e extremamente ousado, pois operam onde as grandes empresas não chegam devido à inviabilidade financeira.
Diante disso, Arruda destacou o papel importante da Abranet de fomentar, em Brasília, pautas para seguir o fomento da internet nos rincões do brasil. “Quando nós falamos sobre Norma 4, sobre o CGI, sobre o que a gente deve legislar ou não, nós estamos garantindo que lá na ponta uma criança que tem hoje cinco, seis anos vai ter um acesso de qualidade, uma educação melhor, acesso à saúde. E a gente vai ver a economia girar com isso.”
Segundo ele, o aumento do acesso à internet na região Norte nos últimos anos é um caminho sem volta. O objetivo futuro é continuar expandindo a infraestrutura (seja via fibra, rádio ou satélite) para garantir que comunidades ribeirinhas, quilombolas e indígenas tenham acesso a serviços de qualidade.

