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Binance sofre o maior roubo de moedas digitais do mundo. Prejuízo foi de R$ 34 bilhões

Abranet recomenda aos seus associados reforçarem suas medidas preventivas de segurança cibernética.

Um notebook invadido de um dos engenheiros da Binance pode ter aberto caminho para o roubo de US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões) da corretora, a maior de criptomoedas do mundo. Segundo a empresa, uma investigação inicial indica que o computador pode ter sido usado para acessar um de seus sistemas e fazer saques não autorizados. O ataque é considerado por especialistas o maior roubo de moedas digitais já registrado.

Segundo a agência de notícias AFP, a empresa de análise de blockchain TRM Labs afirmou ter “alta confiança” de que o ataque foi realizado pelo TraderTraitor, um grupo de hackers ligado à Coreia do Norte. A empresa citou “informações robustas dentro e fora da blockchain”.

“Várias características do ataque coincidem com roubos anteriores vinculados à Coreia do Norte”, afirmou a TRM. Analistas acreditam que o TraderTraitor faça parte do Grupo Lazarus, que ganhou notoriedade em 2014, quando foi acusado de invadir os sistemas da Sony Pictures em represália a “A Entrevista”, filme que satirizava o líder norte-coreano Kim Jong-un.

Ainda segundo analistas, o ataque na Binance pode ter consequências mais amplas para o setor de criptomoedas, que já enfrentava a pressão dos juros mais altos nos Estados Unidos e da queda na demanda de compradores de fundos negociados em bolsa.

A Abranet lançou um comunicado aos seus associados alertando para reforçar a importância de medidas preventivas para proteger sistemas, dados e operações empresariais. A entidade recomenda::

Preparar uma resposta a incidentes: estabelecer procedimentos para isolar equipamentos comprometidos, bloquear credenciais expostas e restabelecer os serviços com segurança.

Reforçar a autenticação: habilitar autenticação multifator, preferencialmente com chaves de segurança ou passkeys, especialmente em contas administrativas.

Restringir acessos: conceder a cada funcionário apenas as permissões necessárias à sua função e revisar regularmente os acessos de terceiros.

Atualizar sistemas: instalar correções de segurança em servidores, roteadores, firewalls e aplicações, priorizando vulnerabilidades críticas.

Monitorar atividades suspeitas: acompanhar tentativas de acesso, alterações de configuração e transferências incomuns de dados, com alertas para eventos relevantes.

Proteger e testar backups: manter cópias de segurança isoladas da rede principal e testar periodicamente a recuperação dos dados.

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