Abranet: urgências do REDATA, agora, são a sanção presidencial, a regulamentação e a prorrogação dos benefícios para 2027
A aprovação do REDATA no Senado foi um grande feito e tem tudo para criar uma nova onda azul para a Internet no Brasil, comemora a Abranet. "A decisão atrai investimentos para o Brasil e se transforma em uma política de Estado", pontua o presidente da associação, Gil Torquato.

A aprovação do REDATA no Congresso Nacional foi um grande feito e tem tudo para criar uma nova onda azul de investimentos para a Internet no Brasil, independente dos próprios data centers, comemora a Associação Brasileira de Internet. Para o presidente da entidade, Gil Torquato, a aprovação dos benefícios fiscais do Redata já deveria ter acontecido, mas ‘antes tarde do que nunca’. “Temos agora que trabalhar pela rápida sanção presidencial e pela regulamentação para que se possa usufruir desses benefícios”, pontuou o executivo.
Para Torquato é preciso deixar transparente que o REDATA é uma política de Estado. “Vamos ter muitos investimentos vindo para o país e tecnologia ganhando mais espaço”, adiciona. O vice-presidente da Abranet,Jesaias Arruda, diz que o REDATA vai trazer uma nova onda azul para a Internet e um novo fôlego para a expansão das redes de fibra óptica. “Também teremos uma nova era no mercado de capacidade. As redes vão ter de ser mais capazes de suportar o novo tráfego que virá”, observa o executivo.
De acordo com Arruda, enfim, com o REDATA, o mercado de edge computing vai aparecer de verdade no país, uma vez que será preciso ter capacidade para levar o dado até a última milha. E aqui surgem as oportunidades para os prestadores de serviços de Internet. “Data center exige conectividade para chegar até o cliente final”, complementa. O diretor da Abranet, Eduardo Parajo, pede rapidez na regulamentação do REDATA, uma vez que faltam um pouco mais de três meses para o ano acabar e não há ainda informações efetivas se os benefícios vão continuar em 2027 por conta da Reforma Tributária. “Essa é uma reivindicação importante. Regulamentar rápido e já prorrogar os benefícios em 2027. Três meses é muito pouco tempo para fazer tudo que é esperado”, salienta.
O Redata terá um impacto fiscal estimado de R$ 7,25 bilhões em três anos, sendo R$ 5,2 bilhões ainda em 2026. As estimativas são de R$ 1 bilhão em 2027 e R$ 1,05 bilhão em 2028. A redução do impacto fiscal a partir do ano que vem, diz o parecer, diz respeito à reforma tributária, especificamente à extinção da contribuição para PIS e Cofins, além de redução do IPI a zero (exceto para produtor que tenham fabricação incentivada na Zona Franca de Manaus.


