O primeiro presidente da Associação Brasileira da Internet, Antônio Tavares, participou da série de vídeos sobre os 30 anos da entidade. No seu episódio, entrevistado pelo atual presidente da entidade, Gil Torquato, Tavares conta como surgiu o nome ABRANET.
“Nós queríamos algo que significasse abertura, expansão e surgiu ABRA a NET. Ou seja, abrir as fronteiras para novos interessado. gostamos e batizamos como Abranet”, relembrou. Contou ainda que a Abranet teve suas primeiras reuniões na sede da FIESP e se formalizou para enfrentar, especialmente, a Embratel, que classificava a Internet como infraestrutura de telecomunicações.
Em meio as recordações do passado, Tavares saiu em defesa da manutenção da norma 4 – que a Anatel quer revogar, alegando questões tributárias. “A norma 4 foi fundamental para a internet brasileira ser como é. Aberta, com os provedores Internet. Ela define que telecom é rede e serviços é aplicação. Mudar isso é absurdo. E querer assumir o controle total da Internet”, pontuou, referindo-se à Anatel.
Ao falar da sua gestão à frente dos primeiros anos da Abranet, Tavares lembrou das dificuldades e ressaltou que a privatização do setor de telecomunicações foi essencial para a evolução dos provedores internet. “Novos modelos de negócios foram criados e backbones começaram a ser criados”.
Questionado sobre como enxerga o futuro da Internet, Tavares diz que a evolução passa pelo acesso à Internet via satélite. “Muita mudança virá com a evolução desse meio de conectividade. A Starlink já mudou, e mais mudanças virão”. Assista a íntegra da entrevista Abranet 30 anos com Antônio Tavares.



