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Advanced robotics: o binômio Wintel reinventado

Um dos temas do “must watch” 2026 que mais me fascina e que acredito que esteja evoluindo de maneira mais diferenciada é a da robótica avançada. E enxergo um paralelo interessante com o efeito Wintel que observamos na computação.

Temos assistido, nesses últimos meses, a episódios impressionantes de melhoria de performance e resiliência dos robôs humanoides. Início de produção em série, demonstrações de kung-fu, plataformas de IA física, corridas de rua (Meia Maratona), lutas de MMA, robôs hiper-realistas (quase vencendo o uncanny valley), mãos com mobilidade quase humana: a evolução é estupenda.

Por outro lado, o avanço já começa a gerar reações, como a mobilização sindical na Hyundai pelas ameaças de redução de empregos pelos robôs da Boston Dynamics.

Existem de maneira muito simplista pelo menos dois trilhos de evolução: o HW – robô, com sensores, atuadores, baterias etc., e o SW – seja na camada de controle, seja na de AI. Na computação, por muito tempo assistimos ao efeito Wintel: Windos mais potente mais demanda de processamento chip (Intel) mais potente mais capacidade de processamento Windows mais potente. Esse ciclo foi um dos fortes motores do mercado de TI.

A robótica e a IA parecem guardar certa relação, embora a diversidade de fabricante de HW e SE seja maior e em alguns casos a relação robô & IA seja mais verticalizada.

Uma das diferenças é que a IA pode permitir um aprendizado autopropulsionado dos robôs e acelerar tanto a sua versatilidade de utilização (e consequentemente sua adoção em escala) quanto a redução dos preços unitários (que retroalimenta a adoção).

E isso em um curto espaço de tempo reduziria drasticamente o preço e custo, que continua sendo uma das principais barreiras nas projeções de substituição de mão de obra humana.

Para reflexão:

  • ⁠Como vai se comportar a relação HW (robô) & SW (IA)?
  • Quem serão os vencedores no novo Wintel?
  • ⁠Como trabalhar a substituição humana e a transição de modelos econômicos?

Ainda há muitas incertezas e dificilmente alguém tem as respostas. Mas me parece um mercado interessante para atuação.

Em meio a tantas dúvidas e oportunidades, “a melhor maneira de prever o futuro é inventá-lo”. (Alan Kay)


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