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Banco Central: Demanda por criptoativos cresceu 135% no primeiro semestre

A maior procura é por stablecoins, moedas digitais emparelhadas a divisas tradicionais, como o dólar e o real.

A demanda por criptoativos no Brasil saltou 135% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo estatísticas divulgadas pelo Banco Central (BC).

Os dados apontam que a aquisição de ativos virtuais de janeiro a junho totalizou US$ 14,68 bilhões, ante US$ 6,24 bilhões registrados em 2025. Apenas em junho, o montante atingiu US$ 2,54 bilhões, superando o US$ 1,48 bilhão de junho do ano passado.

A autoridade monetária busca mensurar a compra de criptomoedas por residentes no país, com foco em empresas que negociam ativos virtuais (traders). Esse levantamento estatístico do BC é feito a partir de criptoativos que possuem um emissor identificado.

“A demanda por residentes no Brasil por criptoativos tem crescido”, afirmou o chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha. “O mercado de criptoativo é relativamente novo, já não tão novo assim. Ainda está em expansão, tanto no Brasil quanto no mundo. Está se consolidando e se descobrindo aplicações e usos.”

Rocha ressaltou que, há alguns anos, a procura concentrava-se principalmente em bitcoin ou em moedas de maior volatilidade (não estáveis). No entanto, o interesse do mercado brasileiro migrou para as stablecoins — moedas digitais emparelhadas a divisas tradicionais, como o dólar e o real.

“Mudou radicalmente. Mais de cerca de 90% a 95% da demanda que o Banco Central identifica são por stablecoins, que podem ser usadas como ativos ou como forma de investimento, mas, principalmente, tendem a ser usadas como meios de pagamento e outras formas de liquidar transações.”

A partir de 1 de janeiro de 2027, as plataformas de criptoativos e as sociedades prestadoras de serviços de ativos virtuais (SPSAV) deverão se adequar ao arcabouço prudencial que rege as demais instituições do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

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