Brasil precisa participar do próximo ciclo de telecom com planejamento e coordenação, destaca MCom
O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, falou na abertura do Painel Telebrasil Summit 2026, realizado em Brasília nos dias 19 e 20 de maio
O próximo ciclo do Brasil será marcado por fibra óptica mais capilarizada, satélite de baixa ótica, inteligência artificial integrada, novas aplicações industriais, TV aberta conectada, data center, cabo submarino e disputas geopolíticas cada vez mais explícitas em torno da tecnologia que se apresenta um desafio novo, que abre grandes oportunidades para um País pacífico e aberto ao livre fluxo de pessoas e investimentos.
O recado foi do ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, ao falar na abertura do Painel Telebrasil Summit 2026, realizado em Brasília nos dias 19 e 20 de maio. “O Brasil precisa participar desse ciclo com planejamento e coordenação. Por isso, o governo do presidente Lula tem tratado essa agenda como política pública, política econômica e questão de soberania”, ressaltou.
O ministro pontuou que o setor de telecomunicações apresenta resultados expressivos que merecem reconhecimento, mas também tem desafios a serem enfrentados para avançar com responsabilidade. Ao mesmo tempo em que a agenda que tem permitido levar a conectividade a regiões que durante muito tempo não estavam assistidas, é necessário melhorar no que diz respeito ao conceito de conectividade universal e significativa, que vai além da cobertura, medindo como as pessoas conseguem acessar a internet quando e onde precisam com segurança, qualidade e a preços acessíveis. “Percebemos que o Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer”, assinalou.
O ministro também lembrou que uma parcela da população continua sem acesso e sem equipamentos, sofrendo uma exclusão digital que afeta principalmente as famílias mais pobres, pessoas com mais de 60 anos e aquelas que vivem distante dos grandes centros, especialmente, nas regiões Norte e Nordeste do país e segmentos ainda mais marginalizados, né, pelo meio nas regiões mais abastadas.
A pesquisa TIC Domicílios, que completou 20 anos em 2024, mostrou o caminho da massificação da internet, com o Brasil saindo de 13% para 85% dos lares conectados nesse período. Em 2025, o setor de informação e comunicação cresceu 6,5%. “Podemos seguramente afirmar que estes resultados positivos decorrem da segurança jurídica, do crescimento econômico geral, da previsibilidade econômica, do crescimento econômico geral e das políticas de contabilidade digital que reforçam o Brasil como líder e necessidade em mercados emergentes. Estou seguro de que os próximos anos serão ainda melhores com mais mais investimentos em datas certas, cabos submarinos, modernização das redes e o crescimento dos 5G”, frisou Frederico de Siqueira Filho.
Contudo, seguindo a metodologia de conectividade universal e significativa, disse que apenas 22% dos indivíduos têm condições satisfatórias de conectividade. “A gente tem muito que fazer ainda e só com a força do governo em conjunto com o setor produtivo que vamos conseguir ampliar a infraestrutura digital nos cantos e recantos do Brasil”, disse.
Para ele, uma pergunta central não é apenas como ampliar as rendas, mas também como alcançar as franjas desatendidas do País com qualidade e garantido o acesso efetivo da conectividade por parte da população. “O Ministério das Comunicações tem trabalhado forte para organizar essa resposta por meio de instrumentos como Fust, sendo destinados R$ 4,2 bilhões para investimentos em projetos de conectividade nos últimos anos, fundo que nunca tinha sido utilizado na história do Brasil.”
O ministrou disse que o Fust 3 selecionará prestadoras para conectar até 3.800 unidades básicas de saúde ao longo do nosso País. O acesso a crédito prevê aí R$ 533 milhões em financiamentos para ampliar a banda larga fixa em municípios com até 30.000 habitantes. Na área de educação, afirmou haver cerca de 100 mil escolas conectadas, 72% do total.
