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Wi-Fi 5 domina as conexões sem fio no Brasil. Wi-fi 6 e Wi-Fi 7 patinam com o uso incipiente da faixa de 6GHz

Dados são da Ookla que diz que o principal vilão da tecnologia é a baixa renovação dos roteadores nas casas dos usuários. O Wi-Fi na faixa de 2,4GHz está em queda contínua. O wi-fi 5 é a tecnologia dominante com 52% das conexões. O Wi-Fi 6 responde por apenas 13% da amostra coletada.

Dados divulgados pela Ookla nesta segunda-feira, 8/6, mostram que apenas 0,1% das conexões Wi-Fi registradas na região no primeiro trimestre de 2026 utilizavam a faixa de 6 GHz. No Brasil, o índice é o mesmo, de 0,1%. E a principal razão dessa baixa adoção é comercial. De acordo com o levantamento, a adoção do espectro ainda depende da renovação dos roteadores instalados nas residências e da disseminação de dispositivos compatíveis com Wi-Fi 6E e Wi-Fi 7.

De acordo com a Ookla, na América Latina, a faixa de 5GHz é mais usada. No primeiro trimestre, ela respondeu por 63,3% de todo o tráfego Wi-Fi medido, ante 46,1% observados em 2022. Já a participação da faixa de 2,4 GHz caiu de 53,9% para 36,5% no mesmo período, lembrando que as duas faixas são não-licenciadas,ou seja, sem regulamentação.

O estudo aponta que o principal desafio para a expansão global do Wi-Fi 7 não está mais nos smartphones, mas nos equipamentos de rede instalados nas residências.Segundo a Ookla, 61,4% dos dispositivos Android utilizados nos testes já são compatíveis com Wi-Fi 6 ou tecnologias superiores. Por outro lado, o custo crescente de componentes eletrônicos, pressionado pela demanda mundial por infraestrutura de inteligência artificial, pode retardar a renovação dos roteadores e prolongar o ciclo de adoção das novas gerações de Wi-Fi.

Em 2022, ressalta o levantamento, o padrão Wi-Fi 4 representava 57% das conexões observadas na região. Quatro anos depois, essa participação caiu para 36%. Em contrapartida, o Wi-Fi 5 tornou-se a tecnologia dominante, alcançando 52% das conexões registradas. O Wi-Fi 6 avançou de apenas 1% para 13% das amostras coletadas. Já o Wi-Fi 7 permanece praticamente inexistente na região.

Globalmente, o cenário é semelhante. O Wi-Fi 7 respondeu por apenas 1,8% das amostras coletadas no primeiro trimestre. O Wi-Fi 6 alcançou 26,7%, enquanto Wi-Fi 5 e Wi-Fi 4 representaram 38,3% e 33,2%, respectivamente.

A disputa da faixa de 6GHz e o Wi-Fi 7

Há uma disputa global pela faixa de 6GHz, tanto que aqui no Brasil, ela foi cedida 100% aos provedores Internet, mas depois, com a pressão, ela foi dividida para permitir às teles ter o serviço 5G e, posteriormente, o 6G, na faixa. O leilão, inclusive, está previsto, agora, apenas para 2028.

Essa decisão impacta na massificação do Wi-Fi 7. Segundo a Ookla, essa tecnologia foi desenvolvida para operar simultaneamente nas bandas de 2,4 GHz, 5 GHz e 6 GHz, mas obtém seu maior ganho de desempenho justamente nesta última.

A faixa permite canais de até 320 MHz, o dobro da largura disponível nas gerações anteriores, além de possibilitar velocidades teóricas de até 46 Gbit/s. Outra característica relevante é o suporte à operação multilink (MLO), recurso que permite que um dispositivo utilize diferentes bandas simultaneamente para reduzir interferências e aumentar a estabilidade da conexão.

A pesquisa destaca que a adoção global do 6 GHz permanece fragmentada. Enquanto países como Estados Unidos, Canadá e Arábia Saudita destinaram toda a faixa de 1.200 MHz para uso não licenciado, outras regiões seguem caminhos diferentes. A China, por exemplo, reservou integralmente o espectro para aplicações móveis futuras, incluindo o desenvolvimento do 6G. No Brasil, 700 MHz vão para redes celulares, e 500 MHz estão disponíveis para o Wi-Fi indoor.

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