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MCom mira passar quatro políticas nacionais em 2026

Hermano Tercius, secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações também enfatizou que Brasil precisa descentralizar localização dos data centers

Na busca de o Brasil se posicionar cada vez mais como hub mundial de data center e infraestrutura digital, viabilizar políticas públicas é fundamental para sustentar estratégias que sejam perenes. Ao falar em painel durante o AGC 2026, em São Paulo, Hermano Tercius, secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, enfatizou que o governo federal quer passar quatro políticas públicas ainda em 2026 — e ele sabe que o desafio é grande, tendo em vista que se trata de ano eleitoral. “Temos quatro políticas estruturantes e estamos trabalhando para lançar todas ainda este ano, mesmo que parte delas dependa do Congresso”, assinalou Tercius.

Um dos objetivos da política nacional de data centers é incentivar a descentralização dos data centers no Brasil. “Quando a gente olha a infraestrutura de data center no Brasil, no que se refere à distribuição, em que pese os locais que têm maior população terem maior demanda por dados, no Brasil temos uma concentração para além da justificativa da população”, explicou Tercius. Ele compartilhou dados: 35% da população está nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e no Ceará, no entanto, reúnem mais de 80% a 90% da capacidade de data centers.

Por que isso acontece? “Precisamos da infraestrutura de conectividade mais robusta e a esses três Estados chegam cabos submarinos”, frisou, acrescentando que urge a necessidade de instalar data centers em mais regiões do País.

Uma das estratégias para levar os centros de processamento de dados a mais lugares está na definição de qual é a demanda por conectividade que cada tipo de data center exige. “Não temos um padrão de conectividade por data center e queremos, na política de data center, definir as demandas para o setor de telecom conseguir trabalhar; e que esta demanda não seja variável conforme a empresa que coloca o data center. Isso, inclusive, para identificar quantas cidades têm capacidade de receber data centers”, justificou Hermano Tercius.

A política nacional de cabos submarinos está conectada à ampliação da infraestrutura digital e também visa a reforçar a soberania de dados e incentivar novas rotas fora de áreas saturadas. “Já finalizamos minuta e estamos aguardando a Casa Civil”, destacou Tercius. A meta, ressaltou o secretário, é ter cabos submarinos chegando a todas as capitais brasileiras.

Existe demanda. “Temos governadores nos procurando, como a Fátima Bezerra, pedindo cabo submarino para poder ter data center lá, já que têm energia limpa”, disse. Outros exemplos citados foram a Paraíba e o Espírito Santo, que, pela construção de grande porto, vê crescer demanda por infraestrutura de data center e cabo submarino.

“Um dos itens mais importantes da política de cabos submarinos é viabilizar que cabos chegam às capitais e também viabilizar cinturão de data center edge para espalhar e trazer mais a infraestrutura para o País; queremos aumentar número de cabos e melhorar a infraestrutura”, resumiu o secretário de Telecomunicações.

Completam as políticas, a de conectividade em rodovias — segundo ele, hoje usuários de uma operadora experimentam cerca de 30% de acesso à internet nas vais — e o Plano Nacional de Inclusão Digital (PNID), que visa a trabalhar todos os eixos da conectividade significativa.

“Queremos fazer essas quatro políticas neste ano, que é ano de eleição, para deixarmos legado que garanta garantir futuro para pelo menos anos anos para o País.”

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